Publicado por: Stéfano Bozza | 14 de junho de 2014

Capítulo 3: Espanha x Holanda – A Revanche

Quatro anos se passaram desde aquela final em 2010. Naquele distante dia de 11 de julho, Robbem foi vilão e Casillas herói: pouco antes do gol decisivo de Iniesta, o atacante e o golerio ficaram frente a frente, e o holandês perdeu o possível título.

Já diriam os filósofos, o mundo dá voltas. E essa frase clichê abominável nunca fez tanto sentido. Passados tantos anos, Robben e Casillas voltaram a ficar frente a frente, mas seus papéis completamente invertidos. O holandês virou herói e o espanhol vilão.

Não que isso pudesse ser previsto nos bastidores pré-jogo. A tendência era outra. A Holanda vinha de péssimos resultados nos amistosos, mas os amigos sabem, desde de 2010 tudo é absolutamente planejado. Para os que não lembram, segue o link: http://viciadonacopa.blogspot.com.br/ .

A Espanha, se não vem soberba depois da cacetada contra o Brasil no ano passado, vem longe de vexames. Os resultados recentes foram bons. Os rojos vieram com mensagem clara: recanche contra o Brasil.

Ironicamente, a primeira chance de revanche foi contra a própria Espanha. Novamente os europeus frente a frente. Novamente Robben x Casillas. Ao contrário do que supunha o escriba, a derrota de 2010 não foi um acaso para o planejamento sempre perfeito da Holanda. Fazia parte do roteiro. O melhor estava por vir.

Nem mesmo o primeiro tempo estava fora dos planos. Foram 45 minutos muito parecidos com o que se esperava: Espanha dominando jogo e posse de bola e a Holanda com dificuldade para jogar.  O erro de arbitragem (mais um) ao marcar pênalti para a Espanha no primeiro gol apenas acentuava o plano maligno de vingança e o tornava mais divertido.

David Silva ainda teve chance para matar o jogo. De frente para o goleiro, quis brincar e perdeu o segundo gol. E não se brinca com uma seleção calculista. Era hora do show começar.

E começou de forma cinematrográfica: o lançamento praticamente do meio de campo chegou para Van Persie dar um pulo e encobrir Casillas. Golaço!

O intervalo serviu para finalizar o plano de vingança. Os próximos 45 minutos seriam impiedosos. O que se viu a seguir foi um verdadeiro show e cada gol fazia os espanhóis se perguntarem se valeu a pena ter vencido aquela final.

Robben marcou o segundo com uma matada de bola sensacional. O terceiro gol contou com uma saída errada de Casillas. Veio o quarto, planejamento friamente com um erro grotesco do herói da Copa passada: o goleiro espanhol errou domínio e entregou para Van Persie fazer o quarto.

Sem reação, os onze jogadores espanhóis apenas assistiam em espaço VIP o show holandês. E a vingança final tinha que ser do vilão. Arjen Robben. Ele saiu atrás, bem atrás do zagueiro Sério Ramos. Chegou bem à frente, deixou Iker Casillas no chão e marcou o quinto gol. Goleada arrasadora.

E faltou pouco pro sexto. Em um arremate espetacular acabou em defesa de Casillas. Seria o gol da Copa.

Não foi, mas se vingança é um prato que se come cru, a Holanda mostrou que é especialista em congelados. O plano de campeão está de volta.

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